Refugio-me novamente no meu canto bagunçado; lugar onde sou rainha - meu quarto.
Perdida no meu silêncio consigo escutar o canto dos passarinhos no fim da tarde e a rotina e meus companheiros.
Por mais que eu tente, mais uma vez, as lágrimas não param de cair, o mais triste é que não sei bem a razão delas. Ou sei? Novamente a confusão gira em torno de mim.
Mas como posso saber de uma coisa que vem de mim se não sei nem quem sou?
Reflito sobre os meus atos e torno a me questionar: "Sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?"
(Sim.. é triste)
Olho em volta, respiro; medito.
Invasores se aproximam.. tentam derrubar minhas muralhas. Gritam e sussurram... não dou uma palavra. Nem a mim mesma.
Luto com força, seguro minhas paredes. Mesmo sem dor física uma indomada corre dos meus olhos.
queria que meus ouvidos fossem menos atentos. escuto então o último sussurro de desgosto. o silêncio, que agora não parecia tão reconfortante, retorna.
Acho que a derrota foi para os dois lados. Como um alívio encosto-me no meu grande portão e escorrego´, até sentar, num choro incontrolável.
Ao mesmo tempo que meu reino me traz paz, sinto uma necessidade de ir para bem longe dele.
Quero compreender as contradições do mundo.
Quero por uma semana ser a única da minha raça.
Um comentário:
Eu gostaria realmente que você conseguisse relaxar.
Há uma agonia em torno de você que te faz muito mal.
Esqueça por uns segundos o quanto o mundo precisa de você, esqueça por um instante o quanto há escuridão e vá curtir uma brisa. É, de verdade. Tente se isolar do seu cérebro e tente apenas sentir...
isso faz muito bem e afinal, você está de férias.
As coisas tristes deveriam, pelo menos, aquietarem-se um pouco.
Busque na natureza um pouco de paz.
Vá a praia, corra, nade...
Saia disso. Tente ser feliz.
Beijos ;*
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